A sucessão de 2026 em Minas ganhou uma treta que saiu do bastidor e virou crise pública. A faísca uniu eleição, vaidade e disputa por espaço – De um lado, Mateus Simões, vice-governador, que já se movimenta como pré-candidato e busca protagonismo no campo governista, mesmo com baixo índice nas pesquisas eleitorais – Do outro, Luís Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas e presidente da AMM, também entra no radar do xadrez estadual ao ter seu nome cogitado como vice do senador Cleitinho, com quase 30% na mesma pesquisa que apontou Simões com 2%.
Como a crise começou
A treta explodiu após uma fala pública de Simões, com ironia sobre apoio municipal na segurança. Falcão reagiu e disse que a realidade do interior não cabe em deboche. O prefeito afirmou que o município sustenta apoio real, não “2 estagiários”. Ele usou o episódio para reforçar críticas à forma como o governo trata as prefeituras.
A acusação que mudou o nível do embate
Na quarta-feira (21), Lud Falcão, deputada estadual e esposa do prefeito, afirmou que recebeu ligação com tom de intimidação. Ela disse que Simões exigiu desculpas do marido. Segundo o relato, Simões teria falado em “fechar as portas” do governo para demandas da parlamentar se não houvesse pedido de desculpas. Lud classificou a postura como ameaça.
Na quinta-feira (22), a deputada subiu o tom e atacou o vice-governador. “Machista”, “agressivo” e “desequilibrado”, disse, ao narrar a crise – O desgaste ganhou contorno institucional. Ainda na quinta-feira (22), Lud comunicou que deixaria a vice-liderança de governo na ALMG, e acionou o presidente da Casa.
Resposta e contra-ataque
Após horas de silêncio, Simões reagiu publicamente. Ele negou a leitura de ameaça e tratou o episódio como disputa política, com aliados repetindo a tese de vitimização – A crise, então, deixou de ser “rusga” e virou racha. Ela atingiu a relação do governo com a AMM, entidade que representa a maioria dos municípios mineiros.
Zema joga lenha na fogueira
Nesta sexta-feira (23), o governo exonerou a diretora regional de Desenvolvimento Social de Patos de Minas, Mariama Souza Amancio Martins. A publicação saiu no Diário Oficial. Lud tratou a exoneração como retaliação política ligada ao conflito com Simões. O gesto piorou o clima e reforçou a narrativa de perseguição.
Onde Cleitinho entra nesse incêndio
Enquanto Simões briga, o nome de Falcão circula como opção para compor chapas em 2026. Ele já admitiu conversas com Cleitinho e Gabriel Azevedo. Além disso, lideranças já lançaram Falcão como possível vice em dobradinha com Cleitinho. Esse movimento irrita o campo governista e aumenta a tensão.
Risco eleitoral para Simões
Simões tenta se firmar como herdeiro político de Zema. Porém, ele entra em 2026 com um problema, baixa aceitação e pouco fôlego nas pesquisas. Com a crise, ele enfrenta um novo desgaste, a acusação de intimidação contra uma deputada. Se o eleitor enxergar violência política de gênero, o estrago pode crescer – Ao mesmo tempo, a treta fortalece o discurso municipalista de Falcão. Ela também pode aproximar o prefeito de projetos alternativos, incluindo conversas com Cleitinho.
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