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E-mails revelados nos EUA mostram Noam Chomsky e Epstein discutindo Lula como “prisioneiro político mais importante do mundo

Novas mensagens privadas atribuídas ao financista Jeffrey Epstein e ao linguista e filósofo americano Noam Chomsky trazem referências ao ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), descrevendo o líder petista como o “prisioneiro político mais importante do mundo” enquanto ele cumpria pena na carceragem da Polícia Federal em Curitiba em 2018. Os documentos fazem parte de arquivos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no âmbito das investigações sobre Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019.

 Conversas entre Chomsky e Epstein

Um dos e-mails data de setembro de 2018 e foi enviado por Chomsky a Epstein. Nele, o linguista relata estar no Brasil com sua esposa Valéria participando de atividades relacionadas ao movimento Lula Livre, que defendia a libertação de Lula durante sua prisão. “No Brasil, muito envolvido em atividades do ‘Lula Livre’ (Valeria e eu o visitamos na prisão ontem) e outros compromissos”, diz a mensagem atribuída a Chomsky.

Em outro e-mail, de dezembro de 2018, Chomsky descreve Lula como “o prisioneiro político mais importante do mundo, preso logo antes da eleição que ele provavelmente venceria”, afirmando que a prisão ocorreu em um momento decisivo da política brasileira.

O teor das conversas também inclui avaliações sobre as condições de encarceramento de Lula, com críticas implícitas à forma como sua detenção foi conduzida.

 Menção a suposta ligação — negada

Entre os e-mails, há uma referência que teria sido feita em novembro de 2018, na qual Epstein afirma que Chomsky teria ligado para ele com Lula ao telefone, ainda durante a permanência do ex-presidente na carceragem da PF. “Chomsky me ligou com Lula. Da prisão. Que mundo”, teria escrito Epstein em um dos trechos.

Contudo, essa alegação foi negada oficialmente pela esposa de Chomsky e pelo Palácio do Planalto, que afirmou que essa ligação nunca aconteceu, já que visitantes tinham de deixar celulares na recepção e passavam por revista antes de visitar Lula.

 Contexto político e repercussão

Lula ficou preso por 580 dias, entre abril de 2018 e novembro de 2019, após condenações no âmbito da operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou essas condenações ao entender que seus direitos não foram respeitados durante o processo conduzido pelo então juiz Sérgio Moro, restaurando seus direitos políticos.

 

A divulgação desses e-mails amplia a compreensão sobre como intelectuais e figuras influentes no exterior opinavam sobre um dos episódios mais controversos da história política recente do Brasil. A referência a Lula como “prisioneiro político” reacende debates sobre percepção internacional da política brasileira, além de lançar luz sobre como atores externos discutiam o tema em círculos privados.

 Relação entre Chomsky e Epstein

Os documentos mostram que a relação entre Chomsky e Epstein foi mais próxima do que se imaginava, com várias mensagens trocadas ao longo dos anos. Epstein, antes de sua condenação, teria inclusive convidado o linguista para ficar em suas casas em diferentes ocasiões.

Apesar das controvérsias, Chomsky afirmou à imprensa que conhecia Epstein e que este o auxiliou em questões financeiras, sem envolvimento de recursos diretos, segundo entrevistas e registros anteriores.

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