A deputada estadual Lohanna França (PV) concedeu entrevista coletiva à imprensa local em Divinópolis e abordou temas sensíveis da política mineira e nacional. O encontro reuniu jornalistas de diversos veículos e contou com questionamentos diretos do Divinews sobre saúde pública, cenário eleitoral, privatizações, Congresso Nacional e os próximos passos da parlamentar.
Um dos momentos mais contundentes ocorreu quando Lohanna comentou declarações recentes do vice-governador Mateus Simões sobre o terreno do Hospital Regional de Divinópolis. Segundo ela, o vice-governador demonstra mais preocupação com a disputa eleitoral de 2026 do que com os problemas reais da população mineira.
Lohanna afirmou que o Governo de Minas assinou um termo de compromisso, em janeiro deste ano, garantindo a doação do hospital, e que palavra firmada na política precisa ter valor. A deputada destacou que o projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa em dois turnos, com articulação direta junto a líderes governistas, comissões e a presidência da Casa.
Ela rebateu a narrativa de que o Governo Federal teria “roubado” o hospital. Segundo Lohanna, se isso fosse verdade, o próprio governo estadual teria sido cúmplice, já que a aprovação ocorreu de forma unânime e célere. A deputada cobrou publicamente a sanção do projeto e afirmou que o tempo gasto em ataques políticos poderia ser usado para resolver demandas urgentes da saúde.
Outro tema de destaque foi o cenário eleitoral para 2026. Lohanna avaliou que o campo da direita vive um momento de fragmentação em Minas Gerais, com vários nomes disputando espaço, tanto para o governo quanto para o Senado. Ela afirmou que, divididos, esses grupos enfraquecem suas chances eleitorais.
No campo progressista, Lohanna citou o senador Rodrigo Pacheco como uma possibilidade, mas ressaltou que ele tem sinalizado falta de interesse em concorrer neste momento. A deputada também mencionou outros nomes em circulação, como Alexandre Kalil, Gabriel Azevedo e o presidente da Assembleia, Tadeu Leite, a quem atribuiu postura mais institucional e responsável.
Para Lohanna, o debate eleitoral precisa ir além dos nomes e focar em propostas concretas. Ela questionou quais pré-candidatos estão dispostos a enfrentar problemas como o abandono das universidades estaduais, a crise na segurança pública e o avanço de facções criminosas em Minas Gerais.
A deputada também criticou duramente a aprovação do que classificou como “anistia fantasiada de dosimetria” no Congresso Nacional. Ela citou pesquisas que apontam maioria da população contrária a qualquer tipo de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a envolvidos em tentativas de golpe.
Segundo Lohanna, o Congresso tem demonstrado desconexão com as demandas reais da sociedade. Ela destacou que, enquanto há defasagem na tabela do SUS, desafios educacionais e avanço da criminalidade, o Parlamento prioriza reduzir penas de quem atentou contra a democracia.
A coletiva também abordou a privatização da Copasa e a tentativa frustrada de privatização da Cemig. Lohanna afirmou que votou contra a privatização da companhia de saneamento e alertou que água será um dos bens mais valiosos do mundo nos próximos anos. Para ela, submeter água e energia à lógica do lucro representa risco aos mais vulneráveis.
A deputada afirmou esperar estar errada, mas acredita que, em poucos anos, a população sentirá piora na qualidade dos serviços. Ela destacou que a Copasa opera com prejuízo em muitos municípios justamente para garantir subsídio cruzado a regiões mais pobres, algo incompatível com a lógica privatista.
Ao final da entrevista, Lohanna confirmou oficialmente sua pré-candidatura a deputada federal em 2026. Ela afirmou que a decisão se constrói com um grupo político que cresce desde sua primeira eleição como vereadora, quando se tornou a mais votada da história de Divinópolis.
A deputada destacou a necessidade de representação qualificada da região Centro-Oeste em Brasília. Ela citou como exemplo a falta de debate sobre a renovação das concessões ferroviárias que atravessam Minas Gerais e Divinópolis.
No balanço de sua atuação parlamentar, Lohanna destacou dois projetos como os mais significativos. O primeiro foi a implantação do restaurante universitário da UEMG, que envolveu articulação legislativa, inclusão na política de permanência estudantil e garantia de subsídio das refeições. O segundo foi a aprovação da doação do Hospital Regional de Divinópolis para a Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Segundo a deputada, ambos os projetos têm impacto regional e beneficiam estudantes e pacientes de dezenas de municípios que utilizam Divinópolis como polo regional de serviços.
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