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Exclusiva: Operação Fiscal abala grupo político de Cleitinho; família Coelho Diniz reage e envia ‘Nota’ ao Divinews

Uma operação de grande escala mobilizou o Ministério Público, a Receita Estadual, a Polícia Civil e a Polícia Militar de Minas Gerais nesta terça-feira (02). As equipes investigam um esquema estruturado de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica que, segundo autoridades, desviou mais de R$ 215 milhões de reais em ICMS por meio de atacadistas, redes varejistas e empresas do setor alimentício. A ação cumpriu dezenas de mandados em várias cidades mineiras e provocou forte impacto político no estado pelo fato de Alex Coelho Diniz ser suplente do senador Cleitinho e ainda ter sido cotado recentemente como um possível vice na chapa do vice-governador de Minas, Mateus Simões, isso por ser um fiel da balança no convencimento de Cleitinho desistir de sua candidatura. 

A investigação ocorre há mais de dezoito meses. Segundo o Cira-MG, comitê interinstitucional responsável por apurar fraudes tributárias complexas, o grupo investigado utilizou empresas de fachada para simular operações interestaduais e emitir notas fiscais falsas que ocultavam a circulação real das mercadorias. Essa estratégia reduzia artificialmente a tributação, aumentava os lucros ilícitos e comprometia a concorrência no setor.

Entre os investigados, o Ministério Público aponta nomes ligados ao setor atacadista, redes supermercadistas e empresários que utilizavam o esquema para esvaziar a carga tributária. Um dos nomes mencionados no contexto nacional foi o de Marcos Valério, condenado como operador do Mensalão, que cumpre pena domiciliar e apareceu como possível articulador do modelo tributário fraudulento. As autoridades confirmaram apreensão de documentos, celulares, equipamentos eletrônicos e veículos considerados instrumentos de lavagem de dinheiro. O magistrado responsável destacou a necessidade das medidas para evitar destruição de provas e manter sigilo da investigação.

O caso ganhou contornos políticos quando surgiram informações apontando conexões com setores empresariais associados a Alex Coelho Dinis, suplente do senador Cleitinho. Alex cresceu politicamente dentro do grupo e se tornou figura decisiva para o plano eleitoral de 2026. Ele atuava como interlocutor central entre empresários e articulações políticas e era tratado como possível candidato a vice-governador na chapa liderada por Mateus Simões. A repercussão da operação, portanto, atingiu diretamente o ambiente político do Centro-Oeste mineiro.

Assim que a notícia começou a circular em âmbito nacional, o veículo buscou esclarecimentos de fontes oficiais. O editor Geraldo Passos entrou em contato com o senador Cleitinho Azevedo, que lhe enviou uma Nota Oficial emitida pela família Coelho Diniz, cujo nome apareceu em publicações nacionais devido a conexões do setor varejista com o cenário investigado.

A nota enviada pelo senador trazia um número da assessoria da família em São Paulo. O veículo fez o contato e falou com André Lorenzetti, da LVBA Comunicação. Lorenzetti afirmou que representa oficialmente a família Coelho Diniz e enviou um comunicado detalhado. Ele informou que a família foi surpreendida pelo ocorrido e ainda analisa os fatos, já que não recebeu acesso aos autos da investigação. A assessoria enfatizou que nenhuma das empresas citadas na nota integra o rol de investigadas.

O contraditório apresentado pela família sustenta que o Supermercados Coelho Diniz não é alvo da operação e que os investimentos da família no Grupo Pão de Açúcar não integram o escopo investigativo. A nota também afirma que a HAF Distribuidor, empresa ligada ao grupo familiar, não recebeu qualquer autuação fiscal, não possui lançamento de crédito tributário e ainda não acessou as informações da operação para entender por que houve medidas cautelares patrimoniais.

A família assegura que, ao acessar os autos, fornecerá todos os esclarecimentos necessários para demonstrar a regularidade das operações. A investigação permanece em sigilo na Vara especializada em crimes financeiros de Belo Horizonte, que concentra casos de grande complexidade e impacto tributário.

Nota Oficial da Família Coelho Diniz

“Com relação à operação conjunta, realizada no dia de hoje (2 de dezembro), pelo Ministério Público de MG, Receita Estadual e polícias de MG, importante destacar que o Supermercados Coelho Diniz não é alvo da investigação, assim como não são alvo os investimentos da família Coelho Diniz no Grupo Pão de Açucar.

A HAF Distribuidor ainda não teve acesso às informações da operação que resultou nas medidas cautelares patrimoniais e de busca e apreensão realizadas nesta data. De qualquer forma, afirma a inexistência de autuação fiscal e respectivo lançamento de crédito tributário.

Tão logo tenha acesso aos autos, a HAF Distribuidor prestará todos os esclarecimentos porventura necessários à demonstração da regularidade das suas operações.

Família Coelho Diniz

Contato para a Imprensa
LVBA Comunicação
Andre Lorenzetti

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