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Falcão entra no jogo, com Cleitinho, e aumenta tensão no topo do poder em Minas

A sucessão do Palácio Tiradentes ganhou um novo capítulo quando Luís Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas e presidente da AMM, sinalizou conversas avançadas com o senador Cleitinho Azevedo. O gesto não sai do nada. Ele nasce de um dado que ninguém ignora nos bastidores, Cleitinho lidera o jogo eleitoral e virou o “noivo” mais disputado do campo da direita em Minas – Em declarações ao Divinews, o senador já havia citado o nome de Falcão como um dos seus preferidos, assim também como o nome de Tadeu Leite, presidente da ALMG, que está mais encantado ante a possibilidade de ir para o TCE-MG. 

Falcão tratou o cenário com franqueza. Ele reconheceu a liderança do senador nas pesquisas e confirmou diálogo frequente, com recado direto de que a interlocução vem de antes. Ele resumiu o momento com uma frase que virou senha no tabuleiro: “Hoje, o senador Cleitinho lidera as pesquisas. Isso é um fato.” Em seguida, ele disse que conversa com o senador “há mais tempo” e voltou a reforçar que ainda avalia cenários e viabilidade.

Essa movimentação explica por que a direita mineira entrou em modo de disputa interna. Hoje, a maioria dos nomes que se apresentam como “anti-Lula” tenta, de uma forma ou outra, orbitarem Cleitinho. Parte busca o vice, parte busca foto, parte busca neutralidade. Na prática, quase todo mundo quer “casar politicamente” com quem aparece na frente, porque essa aliança entrega algo raro, base popular, tração digital e discurso simples que cola na rua.

Mas a mesma engrenagem que puxa aliados também cria resistência. Um grupo menor, porém barulhento, ligado ao núcleo do governo estadual, trabalha para manter Cleitinho longe do Palácio Tiradentes. Interlocutores desse campo citam nomes que preferem distância, como Mateus Simões, parte do secretariado, aliados mais próximos do governador, e figuras que operam a política pelo topo, não pela massa. Aqui, o incômodo não é só eleitoral. O incômodo é de controle. Cleitinho entra no jogo com lógica própria, e isso assusta quem vive de articulação tradicional.

É nesse ponto que a fala de Falcão ganha peso estratégico. Ele não se posiciona como simples coadjuvante. Ele se oferece como peça de composição, mas também como ativo municipalista. Ao mesmo tempo, ele deixa claro que não se alinha ao governo federal e que procura um encaixe no campo da direita. Ele disse que conversa com partidos, mas rejeita siglas da base de Lula, e ainda apontou maior proximidade com o Republicanos, partido de Cleitinho.

Nos bastidores, o movimento vira um recado duplo. Para Cleitinho, Falcão aparece como opção de vice com perfil de interior, gestão municipal e capilaridade da AMM, o que poderia ampliar penetração em regiões onde a política “se resolve” na rede de prefeitos. Para o governo Zema, a aproximação carrega um sinal de risco, porque um projeto que nasce na base, com contato direto com o povo, quebra o desenho de acordos feitos no topo da pirâmide.

O contraste central, portanto, não está apenas nos nomes. Ele está no método. Enquanto caciques negociam alianças em gabinetes, Cleitinho faz política na rua, em agenda popular, com discurso de combate e simplificação. Isso cria conexão rápida. Porém, também cria atrito com quem quer previsibilidade e “governabilidade” construída antes da eleição. E é nesse choque que 2026 começa a se desenhar, não como uma disputa de propostas, mas como uma disputa de controle sobre o próprio campo da direita em Minas.

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