Uma mulher de 34 anos foi presa em flagrante após tentar fraudar a prova do concurso público da Polícia Penal, aplicada neste domingo (25), em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Para burlar a fiscalização, a candidata simulou estar grávida e utilizou uma barriga falsa presa ao corpo para esconder um telefone celular e outros materiais proibidos.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, a fraude foi descoberta durante a fiscalização de rotina. A candidata havia solicitado autorização para ir ao banheiro e, ao retornar à sala de provas, apresentou comportamento considerado suspeito pelos fiscais do certame.
Diante da situação, a mulher foi submetida à verificação com detector de metais. Nesse momento, o equipamento indicou a presença de um objeto metálico oculto no corpo da candidata. Durante a abordagem, os fiscais localizaram um segundo aparelho celular escondido sob a barriga falsa.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), a candidata chegou a apresentar inicialmente um telefone celular para lacração, conforme determinam as regras do concurso. No entanto, manteve outro aparelho oculto com o objetivo de utilizá-lo durante a prova.
Além do celular escondido na barriga falsa, os fiscais encontraram anotações impressas e folhas retiradas do caderno de questões. Para dificultar ainda mais a fiscalização, a mulher vestia duas calças e um sutiã, estratégia usada para tentar despistar os detectores e os responsáveis pela aplicação da prova.
Diante da constatação da fraude, a Polícia Civil foi acionada. A candidata foi conduzida à delegacia, onde teve a prisão em flagrante ratificada com base no artigo 311-A, inciso I, do Código Penal, que trata da utilização ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público.
A pena prevista para esse tipo de crime é de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Durante o procedimento policial, a mulher optou por permanecer em silêncio.
Ainda conforme a Polícia Civil, foi arbitrada fiança, que acabou sendo paga. Com isso, a candidata responderá ao processo em liberdade, enquanto as investigações seguem em andamento.
O caso reforça o rigor da fiscalização em concursos públicos e a adoção de mecanismos cada vez mais rígidos para coibir tentativas de fraude durante as provas.
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