
O Flamengo venceu. E no Campeonato Brasileiro, vencer fora de casa nunca é detalhe. No Barradão, palco tradicionalmente indigesto, o rubro-negro fez 2 a 1 no Vitória e conquistou três pontos que aliviam a pressão de início de competição. 
Erick Pulgar abriu o placar com personalidade, aproveitando espaço fora da área, e Everton Cebolinha ampliou ainda no final do primeiro tempo. Dois golpes cirúrgicos em um jogo de poucas ocasiões, mas de alto aproveitamento.
O problema é que eficiência nem sempre é sinônimo de controle. Depois de construir a vantagem, o Flamengo encontrou dificuldades para ditar o ritmo, ceder terreno e viu o Vitória crescer no segundo tempo — marcando logo no início e forçando o visitante a se desdobrar mais do que o planejado.
No fim, Agustín Rossi apareceu quando foi exigido e sustentou o resultado. Goleiro decisivo é ativo raro, e em competições longas como o Brasileirão, jogos assim também contam.
A vitória é motivo de comemoração. Mas quem observa de perto percebe que o time de Filipe Luís ainda busca equilíbrio entre intensidade e controle de jogo. Passes acelerados demais sem profundidade, transições ofensivas com lampejos e uma defesa menos estável após a perda de bola mostram que ajustes são necessários — mesmo que o resultado tenha sido positivo.


Por: Ronner Miranda
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