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Glauber Braga ocupa cadeira da Presidência da Câmara e é retirado à força nesta terça (9)

Na tarde desta terça-feira (9 de dezembro de 2025), o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) protagonizou um protesto ao ocupar a cadeira da Presidência da Câmara dos Deputados durante sessão plenária. Menos de uma hora depois, foi arrancado à força por agentes da Polícia Legislativa, em uma cena que expôs mais uma crise de autoridade e de regras dentro do Congresso. 

Motivo do protesto

Braga ocupou a mesa após o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautar para votação o processo de cassação de seu mandato. O parlamentar enfrenta acusação de agressão — ele teria dado um chute em um militante durante um tumulto na Câmara no ano passado.

Em discurso acalorado, Braga justificou a ocupação como medida de protesto e resistência. Ele declarou que permaneceria na cadeira até “o final dessa história”.

Retirada truculenta e fim da sessão transmitida

A reação da Casa foi rápida e dura. A Polícia Legislativa foi acionada, esvaziou o plenário, cortou a transmissão da TV Câmara e expulsou jornalistas e deputados aliados. Em seguida, arrastou Braga da Mesa — imagens gravadas por colegas registram o momento da retirada.

Após ser levado para o Salão Verde, com roupas rasgadas, o parlamentar acusou a Mesa Diretora de tratar manifestantes da direita com leniência, e a oposição com violência. Ele disse que a ação configurou “democracia sangrando”.

Repercussão e críticas de parlamentares

Vários deputados e figuras públicas reagiram. Líderes da oposição acusaram a retirada de abuso de poder e desrespeito à liberdade de expressão. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) classificou o ato como uma gravíssima afronta às prerrogativas do Parlamento.

Por outro lado, o presidente Hugo Motta defendeu a decisão. À CNN, ele declarou que não toleraria que a cadeira da presidência fosse ocupada de forma irregular e que a ordem de retirada seguiu os protocolos da Casa. “Não vou admitir mais que ocupem a cadeira da presidência”, afirmou.

Conflito interno expõe crise institucional

O episódio evidencia uma acentuada crise de confiança e de governabilidade dentro da Câmara. A seletividade de reações — com tolerância para obstruções de um lado e repressão imediata para protestos de outro — suscitou debates sobre imparcialidade, coerência do regimento interno e proteção à liberdade parlamentar.

Enquanto isso, o processo de cassação de Braga segue em pauta para votação na próxima sessão. O clima, contudo, já está marcado por tensão e incerteza sobre os próximos capítulos.

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