A noite deste sábado (21) foi marcada por um cenário desolador na região da Represa de Jaguara, na divisa entre Sacramento (MG) e Rifaina (SP). Um acidente envolvendo uma lancha que transportava 15 pessoas resultou na morte de seis ocupantes, todos moradores da cidade de Franca (SP). O desastre, ocorrido em território mineiro, mobilizou diversas equipes de resgate e lançou luz sobre uma série de negligências que podem ter contribuído para o desfecho fatal.
A Dinâmica da Colisão e o Naufrágio
De acordo com os relatos colhidos no local pela reportagem da TV KZ, o grupo retornava de um show em um bar flutuante e seguia em direção ao rancho onde estavam hospedados. Durante o trajeto noturno, a embarcação atingiu violentamente um píer. Com a força do impacto, a lancha virou, lançando parte dos passageiros na água, enquanto outros acabaram ficando presos sob o casco da embarcação após o tombamento.
Seis pessoas perderam a vida por afogamento no local da colisão. Entre as vítimas fatais, está uma criança de apenas 3 anos de idade, fato que gerou profunda consternação entre as equipes de resgate. Das vítimas fatais, três foram retiradas por populares antes da chegada do socorro oficial, enquanto as demais foram localizadas posteriormente por mergulhadores que atuavam na região.
Negligências e Relatos dos Sobreviventes
A tragédia ganha contornos de indignação diante dos depoimentos dos nove sobreviventes. Segundo os relatos, houve consumo de bebidas alcoólicas durante o passeio, inclusive por parte do condutor da lancha — que está entre os mortos. Além disso, informações preliminares indicam que o homem não possuía a habilitação necessária (Arrais-Amador) para conduzir embarcações.
Outro ponto crítico destacado pelas testemunhas foi a falta de segurança passiva: das seis vítimas fatais, apenas três utilizavam colete salva-vidas no momento do acidente. Por outro lado, os sobreviventes também apontaram falhas na infraestrutura do local, afirmando que o píer atingido estaria sem qualquer sinalização luminosa, o que, em tese, dificultou a visibilidade do piloto durante a navegação noturna.
Atendimento e Investigação
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Sacramento atuaram prontamente na ocorrência. Três dos sobreviventes precisaram de encaminhamento médico imediato para hospitais em Rifaina (SP), enquanto os outros seis receberam atendimento no local. A perícia técnica da Polícia Civil de Araxá (MG) realizou os trabalhos de praxe para documentar a cena do acidente e as condições da embarcação.
Consequentemente, os corpos das seis vítimas foram removidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Araxá. Portanto, o caso agora deve ser rigorosamente investigado pela Marinha do Brasil e pela Polícia Civil, que buscarão confirmar as causas exatas do naufrágio e as responsabilidades envolvidas. Por fim, o acidente reacende o alerta sobre os perigos da combinação entre álcool, falta de equipamentos de segurança e navegação noturna em represas da região.
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