
A Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis, por meio da Vigilância em Saúde Ambiental, divulgou nesta segunda-feira (19/01) o resultado do 1º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O estudo foi realizado entre os dias 5 e 12 de janeiro e apontou índice de infestação de 5,9%, classificando o município em alto risco para epidemia de dengue, zika vírus e chikungunya, conforme critérios do Ministério da Saúde.
O levantamento reforça um dado que vem se repetindo nos últimos ciclos e acende um alerta importante: 91% dos focos do mosquito estão dentro das residências. Apenas 9% foram encontrados em lotes vagos. O resultado evidencia que, além das ações desenvolvidas pelo poder público, a atitude da população dentro de casa é decisiva para o controle do vetor.
O LIRAa é uma ferramenta estratégica utilizada em todo o país para identificar a presença do Aedes aegypti, mapear os tipos de criadouros e direcionar as ações de combate. Em Divinópolis, foram vistoriados 5.835 imóveis, distribuídos em 169 bairros, com a identificação de 342 focos do mosquito.
Situação por regiões de Divinópolis
Os dados mostram que a maior parte do município está classificada em alto risco de infestação, com exceção da Região Sudoeste, que permanece em médio risco.
| Região do município | Índice de infestação | Classificação |
|---|---|---|
| Região Central | 8,5% | Alto risco |
| Região Nordeste | 7,4% | Alto risco |
| Região Norte | 6,5% | Alto risco |
| Região Sudeste | 6,5% | Alto risco |
| Região Oeste | 4,6% | Alto risco |
| Região Sudoeste | 3,5% | Médio risco |
O cenário indica a necessidade de intensificação das ações de vigilância, controle e mobilização social em todas as regiões, especialmente nas áreas com índices mais elevados.
Principais tipos de criadouros encontrados
De acordo com o levantamento, os focos estão concentrados principalmente em recipientes comuns do dia a dia, presentes no interior dos imóveis.
| Tipo de criadouro | Percentual |
|---|---|
| Depósitos móveis (bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas) | 43,1% |
| Recipientes passíveis de remoção (plásticos, latas, garrafas, pneus) | 34,5% |
| Depósitos fixos (ralos, caixas de passagem, vasos sanitários em desuso) | 11,2% |
| Reservatórios de água para consumo humano (caixas d’água, tambores) | 10,5% |
| Depósitos naturais (bromélias) | 0,7% |
Os números reforçam que pequenas atitudes diárias, como eliminar recipientes com água parada e manter reservatórios bem vedados, são fundamentais para reduzir a proliferação do mosquito.
Ações intensificadas e orientação à população
Diante da classificação de alto risco, a Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis informou que as equipes da Vigilância em Saúde Ambiental irão intensificar as ações de controle do Aedes aegypti, com visitas domiciliares, tratamento de focos, orientação direta aos moradores e monitoramento constante das áreas mais críticas.
A Secretaria destaca que a eliminação dos criadouros continua sendo a principal forma de prevenção e depende, sobretudo, da colaboração da população. Medidas simples, como não deixar água parada, limpar ralos e calhas, manter caixas d’água vedadas e descartar corretamente materiais inservíveis, fazem diferença direta nos índices do município.
Ações permanentes da Vigilância em Saúde
Entre as ações contínuas desenvolvidas no município estão visitas regulares dos Agentes de Combate às Endemias, tratamento focal e perifocal de recipientes que não podem ser eliminados, monitoramento de pontos estratégicos como borracharias, ferros-velhos, cemitérios e obras, além de ações educativas em escolas, unidades de saúde e espaços comunitários.
A Vigilância também realiza periodicamente o LIRAa, atende denúncias da população pelos canais oficiais e atua de forma integrada com outras secretarias para remoção de materiais inservíveis e tratamento de áreas críticas.
No dia 12 de janeiro, a Vigilância em Saúde Ambiental reforçou o efetivo com a contratação de mais 13 Agentes de Combate às Endemias, ampliando a capacidade de vistoria e orientação nos bairros. Ainda neste mês, terão início mutirões de limpeza em diferentes regiões da cidade.
Comparativo dos últimos levantamentos
Os índices dos levantamentos anteriores mostram oscilações ao longo dos anos, com elevação recorrente no início do período chuvoso:
| Ano / Levantamento | Índice | Classificação |
|---|---|---|
| 1º LIRAa 2024 | 8,3% | Alto risco |
| 2º LIRAa 2024 | 1,9% | Médio risco |
| 3º LIRAa 2024 | 0,7% | Médio risco |
| 4º LIRAa 2024 | 3,9% | Médio risco |
| 1º LIRAa 2025 | 6,6% | Alto risco |
| 2º LIRAa 2025 | 1,6% | Médio risco |
| 3º LIRAa 2025 | 0,8% | Baixo risco |
| 4º LIRAa 2025 | 3,4% | Médio risco |
| 1º LIRAa 2026 | 5,9% | Alto risco |
O resultado do primeiro levantamento de 2026 reforça o cenário de alerta típico do início do ano, marcado por chuvas e temperaturas elevadas. A Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis ressalta que a redução dos índices depende diretamente da eliminação dos focos dentro das residências e reforça que a prevenção é uma responsabilidade coletiva.




O post LIRAa confirma: 9 em cada 10 focos estão dentro de casa e Divinópolis entra em alto risco apareceu primeiro em G37 – Portal de Notícias de Divinópolis e Região Centro Oeste de Minas Gerais.