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Minas Gerais bate 13,3 GW de energia solar e amplia liderança nacional na transição energética

Minas Gerais confirma mais uma vez sua vocação para o desenvolvimento sustentável e para o protagonismo na matriz energética brasileira. O estado alcançou 13,3 gigawatts (GW) de potência em energia solar fiscalizada, número que o coloca como líder absoluto no Brasil em geração centralizada e como referência mundial na produção de energia limpa, impulsionada por projetos públicos e privados que se multiplicam em todas as regiões mineiras.

O avanço resulta, principalmente, do programa Sol de Minas, conduzido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), que vem transformando o setor e atraindo investimentos bilionários. Desde 2019, Minas recebeu R$ 83 bilhões em aportes privados, com quase 7 mil empregos diretos criados em 37 municípios. O ambiente regulatório favorável, a oferta de áreas adequadas para instalação de usinas e a estratégia agressiva de estímulo ao setor mantêm Minas em posição de destaque.

Recorde histórico se aproxima da capacidade de Itaipu

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registram que Minas Gerais lidera a geração centralizada com 7,86 GW, enquanto na geração distribuída o estado ocupa a segunda colocação com 5,45 GW, atrás apenas de São Paulo.

O total de 13,3 GW representa uma marca simbólica: praticamente o tamanho da usina hidrelétrica de Itaipu, maior da América Latina, com capacidade de 14 GW. O feito coloca Minas à frente de mais de 160 países, superando potências como Bulgária, Singapura e Irlanda.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, celebra o salto anual e reforça que os resultados refletem o planejamento estratégico do Governo de Minas:

“A cada ano chegamos a novos patamares e consolidamos a energia solar como eixo central da transição energética em Minas. Os novos guias de energia solar e eficiência energética ampliam a capacidade do estado de planejar um futuro ainda mais sustentável.”

Investimentos que geram trabalho e renda

O setor avança também com o apoio financeiro do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que firmou parceria com o Banco Europeu de Investimentos para disponibilizar R$ 170 milhões em crédito para projetos de energia limpa.

Um dos recentes exemplos é a Usina Fotovoltaica Vale do Aço I, em Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce. O empreendimento ocupa quatro hectares e contou com financiamento de R$ 12 milhões do BDMG. Mais de 50 pessoas trabalharam direta e indiretamente na implementação da usina, que já beneficia a cadeia produtiva regional.

Fábio Araújo Soares Ferreira, CEO da Multiluz Solar, destaca o impacto positivo:

“Além de gerar dividendos, o empreendimento movimenta a economia local e cria empregos. É uma fazenda solar que oferece resultados financeiros e sociais.”

Para Maura Galuppo, diretora da Power Trade, o avanço mineiro no setor amplia oportunidades:

“Quanto maior o protagonismo de Minas no setor energético, maiores as possibilidades de negócio para quem atua na geração e comercialização de energia.”

Menos carbono, mais futuro

Com o crescimento acelerado, Minas Gerais dá saltos importantes na redução de impactos ambientais. A potência instalada de 13,3 GW tem capacidade para evitar 18,3 mil toneladas de CO₂ por ano, o equivalente a tirar 9,44 milhões de automóveis das ruas.

A energia produzida seria suficiente para abastecer oito de cada dez veículos da frota mineira leve, caso todos fossem elétricos. Esse desempenho avança o cumprimento das metas ambientais do Plano Estadual de Ação Climática (PLAC-MG) e reforça o compromisso do estado com a redução global de carbono dentro do programa Race to Zero.

Outra iniciativa que virou referência internacional é o programa Rota da Descarbonização, coordenado pela Invest Minas. Em 2025, o projeto recebeu o Prêmio de Excelência em Investimentos da Associação Mundial de Promoção de Investimentos (WAIPA) pela contribuição ao avanço de uma economia de baixo carbono.

Minas à frente do Brasil

O salto da energia solar em Minas não é fruto de acaso. Ele combina planejamento público, ambiente regulatório estável, incentivos econômicos, aumento da demanda e participação ativa da iniciativa privada.

O resultado transforma o estado em exemplo de protagonismo nacional e internacional na transição energética e projeta Minas como referência global em produção de energia limpa, competitiva e sustentável.

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