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Mobilização Mulheres Vivas lota ato em Divinópolis e reúne movimentos sociais, relatos e apresentações artísticas

A mobilização nacional Mulheres Vivas reuniu uma grande multidão na manhã deste domingo (07/12) no Bairro Planalto, em Divinópolis. A blitz de conscientização lotou a Praça, que ficou tomada por mulheres, famílias e militantes de diferentes organizações da cidade.

O ato integrou a agenda nacional de protestos contra o feminicídio, o machismo e os ataques aos direitos das mulheres. Estiveram presentes representantes de movimentos como Mulheres do PT, Semear, Rebele-se, UP, FITEE, Movimento de Mulheres Olga Benario, PCdoB, SINPRO, Movimento Correnteza, CTB, SIMTEMMD e PV Mulher, além de coletivos independentes e lideranças comunitárias.

Um dos momentos mais marcantes da mobilização foi quando participantes tiraram seus sapatos, simbolizando as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência, um gesto de respeito, denúncia e memória. Durante toda a atividade, o espaço ficou repleto de cartazes trazendo mensagens de luta, acolhimento e resistência, reforçando o caráter político e emocional da ação.

O evento também contou com relatos de mulheres que emocionaram o público ao compartilhar histórias de violência, enfrentamento e reconstrução, evidenciando a urgência de fortalecer políticas públicas de proteção. Além disso, uma apresentação artística marcou o ato, trazendo expressões simbólicas de dor, resistência e esperança.

A blitz também distribuiu materiais informativos, orientou sobre canais de denúncia e promoveu diálogo direto com a comunidade. Divinópolis se somou às diversas cidades do país que participaram da mobilização Mulheres Vivas, reforçando que o enfrentamento à violência contra as mulheres é urgente e inadiável. No município, as formas de violência, física, psicológica, moral, patrimonial e sexual, cresceram 15% apenas no primeiro semestre de 2025, segundo dados oficiais. Mesmo assim, a cidade ainda não conta com um CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), equipamento público essencial previsto na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Um CRAM não é delegacia nem abrigo, é o local onde a mulher encontra escuta qualificada, orientação, apoio e segurança para reconstruir sua autonomia.

Se você ou alguém que você conhece está em risco, procure ajuda:

• Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher

• Ligue 190 – Emergência da Polícia Militar

• Procure a Delegacia da Mulher ou a Polícia Civil

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