
Morreu na manhã deste sábado (21), em Divinópolis, o jornalista, apresentador e locutor Jota Batista, aos 75 anos. Ele estava na Vila Vicentina, atualmente Lar dos Idosos Unidade Padre Libério, no bairro Niterói. A causa da morte não foi divulgada até o momento. Informações sobre velório e sepultamento ainda não haviam sido confirmadas.
José Batista da Cruz, conhecido como Jota Batista, construiu trajetória marcante no rádio e na televisão da cidade, tornando-se uma das vozes mais conhecidas do jornalismo policial local. Ele apresentou programas como Polícia e o Povo e Patrulhando a Cidade, veiculados na Rádio Minas e na TV Cândides.
Ao longo da carreira, Jota consolidou estilo próprio de comunicação, mesclando informação policial, relatos de ocorrências e elementos de entretenimento. Seu trabalho alcançou grande audiência e marcou diferentes gerações de ouvintes.
O programa Polícia e o Povo foi criado ao lado de Carmélio Matias e se destacou em uma época em que os recursos tecnológicos eram limitados. A produção utilizava gravações em fitas K7 para compor efeitos sonoros, como sirenes e outros elementos que davam identidade à atração.
Com o tempo, Patrulhando a Cidade ganhou espaço e ampliou o alcance da programação. O formato unia cobertura policial, personagens e vinhetas que se tornaram reconhecidas pelo público. Entre os bordões que marcaram a carreira de Jota Batista estava a expressão “não vira nada”, repetida durante as transmissões.
Apesar de ter atuado também como vendedor ao longo da vida, Jota tinha formação em música e sempre demonstrou ligação intensa com o rádio. A comunicação direta e a forma narrativa de relatar fatos contribuíram para a consolidação de sua imagem no cenário local.
Com a expansão da programação, o conteúdo também foi levado à televisão e, posteriormente, às plataformas digitais, acompanhando as mudanças no consumo de informação. A parceria com outros comunicadores, em diferentes fases, manteve o programa em evidência por anos.
Entre episódios que ganharam repercussão estava a cobertura da chegada do chamado Papaguapé à cidade, relacionada à limpeza do Rio Itapecerica, tema que mobilizou grande audiência na época.
Nos últimos anos, Jota Batista enfrentava o diagnóstico de Alzheimer e residia na unidade de acolhimento para idosos em Divinópolis. Mesmo afastado da rotina de trabalho, seu nome continuava associado à história do rádio policial da cidade.
O Sistema MPA, onde atuou por anos, manifestou solidariedade aos familiares e amigos. A notícia da morte repercutiu entre ouvintes e profissionais da comunicação que acompanharam sua trajetória.
A Polícia Civil e demais autoridades não divulgaram detalhes adicionais relacionados ao falecimento. O município aguarda informações sobre os atos fúnebres.
A morte de Jota Batista encerra um capítulo importante da história do rádio em Divinópolis, especialmente no segmento policial, no qual construiu carreira reconhecida pelo público local.
Fonte – Sistema MPA
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