Minas Gerais registrou 12 casos confirmados de mpox em 2026, de acordo com dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgados nesta terça-feira (10). Todos os pacientes diagnosticados com a doença apresentam evolução para cura, segundo o órgão estadual.
As confirmações foram registradas em quatro cidades mineiras. A capital Belo Horizonte concentra a maior parte dos casos, seguida por municípios da Região Metropolitana e do Centro-Oeste do estado. As ocorrências envolvem pessoas do sexo masculino com idades entre 25 e 56 anos.
Segundo a SES-MG, oito casos foram registrados em Belo Horizonte, dois em Contagem, um em Formiga e um em Ribeirão das Neves. A Secretaria de Saúde reforça que todos os pacientes estão sendo acompanhados pelas equipes de vigilância epidemiológica.
A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral que ganhou atenção mundial nos últimos anos após registros em diversos países. No Brasil, o monitoramento é realizado de forma contínua pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais.
De acordo com dados nacionais divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil já contabiliza 140 casos confirmados da doença em 2026. A maior concentração está na Região Sudeste, responsável por 122 registros.
Entre os estados brasileiros, São Paulo lidera o número de casos, com 93 confirmações. Em seguida aparecem Rio de Janeiro com 18 casos, Minas Gerais com 12 e Rondônia com 11 registros.
Outras unidades da federação também apresentam notificações da doença. Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina registraram três casos cada, enquanto Paraná tem dois casos confirmados.
Já Amazonas, Ceará, Pará e Distrito Federal registraram um caso confirmado cada, conforme os dados mais recentes do Ministério da Saúde.
Além dos casos confirmados, o país monitora 539 casos suspeitos e nove casos classificados como prováveis, todos em investigação pelas autoridades sanitárias. Até o momento, não houve registro de óbitos relacionados à mpox em 2026 no Brasil.
A mpox é causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família de vírus da antiga varíola humana. A doença costuma apresentar sintomas semelhantes aos de infecções virais comuns, porém acompanhados de lesões características na pele.
Entre os principais sintomas da doença estão o surgimento de lesões ou bolhas na pele, aumento de gânglios linfáticos (ínguas), febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e sensação de fraqueza.
Segundo especialistas, ao apresentar sintomas suspeitos é fundamental procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica. Também é importante informar se houve contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, além de contato próximo com pessoas infectadas.
Por esse motivo, medidas simples de prevenção podem ajudar a reduzir o risco de contágio, especialmente em ambientes domésticos ou durante o cuidado de pessoas infectadas.
Pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado da doença devem permanecer em isolamento durante o período de transmissão, evitando contato próximo com outras pessoas e o compartilhamento de objetos pessoais.
Itens como toalhas, roupas, lençóis e talheres não devem ser compartilhados enquanto houver risco de transmissão. A higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é considerada uma das principais formas de prevenção.
O tratamento da mpox é baseado principalmente no suporte clínico, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. A maioria dos pacientes apresenta evolução leve ou moderada da doença.
Até o momento, não existe um medicamento específico para o tratamento da mpox, sendo adotadas medidas de acompanhamento médico e controle dos sintomas.
O Ministério da Saúde também mantém uma estratégia de vacinação voltada a grupos prioritários, especialmente pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Entre os grupos priorizados estão pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, principalmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
A vacina também pode ser indicada para profissionais de laboratório que atuam com vírus em nível de biossegurança elevado e para pessoas que tiveram contato direto com secreções ou fluidos corporais de casos suspeitos ou confirmados.
As autoridades de saúde reforçam que o acompanhamento epidemiológico permanece ativo e que a população deve buscar orientação médica ao apresentar sintomas compatíveis com a doença.
Distribuição dos casos confirmados de mpox em Minas Gerais – 2026
| Cidade | Número de casos |
|---|---|
| Belo Horizonte | 8 |
| Contagem | 2 |
| Formiga | 1 |
| Ribeirão das Neves | 1 |
| Total | 12 casos |
Dicas de prevenção contra a mpox
| Medida de prevenção | Orientação |
|---|---|
| Evitar contato com lesões | Não tocar em feridas ou lesões suspeitas |
| Higiene das mãos | Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel |
| Não compartilhar objetos | Evitar compartilhar toalhas, roupas, lençóis e talheres |
| Isolamento | Pessoas infectadas devem permanecer isoladas |
| Uso de proteção | Em cuidados com pacientes, utilizar luvas e máscaras |
| Procurar atendimento médico | Buscar unidade de saúde ao apresentar sintomas |
O post Mpox avança em Minas Gerais e estado confirma 12 casos da doença em 2026 apareceu primeiro em Portal G37 – Notícias de Divinópolis e Região Centro Oeste de Minas Gerais.
