A noite desta quarta-feira (25) renova o sentimento de angústia para os moradores de Juiz de Fora. Enquanto o município ainda contabiliza os estragos e as perdas humanas dos últimos dias, uma nova frente de instabilidade trouxe temporais severos para a região. O cenário é classificado como “assustador” por residentes de áreas periféricas, que veem o solo já saturado receber mais volume de água, aumentando exponencialmente o risco de novos deslizamentos em encostas já fragilizadas.
O Luto pela Heroína da Saúde
Este novo revés climático ocorre poucas horas após a confirmação da morte de Jaqueline Teodoro de Fátima Vicente, de 32 anos. A técnica de enfermagem tornou-se um símbolo da tragédia na Zona da Mata após sobreviver a mais de 15 horas soterrada no bairro Paineiras. Apesar do resgate dramático realizado pelas equipes do Corpo de Bombeiros na terça-feira, Jaqueline não resistiu às complicações das fraturas e traumas sofridos, vindo a falecer no Hospital de Pronto Socorro (HPS).
Entretanto, a dor da família Vicente permanece incompleta. Consequentemente, as equipes de resgate mantêm os trabalhos — agora dificultados pela chuva e pela baixa visibilidade — na tentativa de localizar os dois filhos, a mãe e o companheiro de Jaqueline, que seguiam desaparecidos sob os escombros até o último boletim oficial.
Força-Tarefa sob Pressão
A situação de calamidade mobilizou uma estrutura sem precedentes no estado. O governador Romeu Zema, em visita à região, classificou a destruição em cidades como Ubá e Juiz de Fora como algo “literalmente devastador”. Para apoiar a exausta rede local, o CIS-URG Oeste (SAMU de Divinópolis e região) enviou especialistas em regulação e logística para integrar a Força Nacional do SUS. Estes profissionais agora enfrentam o desafio dobrado de gerenciar atendimentos de urgência em meio a ruas alagadas e bairros isolados.
Por outro lado, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) reforçou o envio de equipes de psicologia e assistência social. O objetivo é amparar a população “já tão sofrida”, como descrevem os próprios moradores, que além de perderem bens materiais, enfrentam o trauma psicológico de não se sentirem seguros dentro de suas próprias casas.
Alerta à População
Portanto, a Defesa Civil mantém o alerta máximo para as próximas horas. Recomenda-se que qualquer sinal de trincas novas, estalos no terreno ou inclinação de postes seja reportado imediatamente via 193 ou 199.
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