Militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais realizaram, nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, uma operação de busca subaquática em lagoas localizadas no município de Campo Belo, no Centro-Oeste do estado. A ação ocorreu em apoio à Polícia Militar de Minas Gerais e à Polícia Civil de Minas Gerais, dentro de uma investigação que apura a possível desova de cadáveres na região.
A operação foi conduzida por equipes especializadas em mergulho autônomo e varredura submersa, com o objetivo de inspecionar o fundo das lagoas indicadas pelas forças de segurança. Os trabalhos fazem parte de uma investigação que busca localizar possíveis corpos que, segundo informações levantadas durante apurações policiais, poderiam ter sido descartados por integrantes do crime organizado.
A ação contou com a participação de militares da 4ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Formiga, além de mergulhadores do Pelotão de Bombeiros de Oliveira e equipes do batalhão sediado em Divinópolis.
De acordo com os bombeiros, as atividades representaram o segundo dia consecutivo da operação de busca subaquática no município. As equipes iniciaram os trabalhos em uma lagoa situada próxima a uma estrada da região, com área aproximada de 11 mil metros quadrados.
Os mergulhadores realizaram uma varredura sistemática partindo da margem mais próxima da via, utilizando técnicas específicas de busca submersa. A estratégia adotada inicialmente foi o método de varredura em zig-zag, com auxílio de boias e poitas, permitindo o controle das áreas já percorridas e garantindo a cobertura completa do espelho d’água.
Durante a tarde, as buscas tiveram continuidade, porém os trabalhos foram dificultados pela grande presença de vegetação aquática do tipo conhecida como “rabo-de-raposa” na região central da lagoa.
Diante dessa condição, os militares precisaram alterar a técnica de busca empregada, passando a utilizar o método de busca circular em pontos considerados mais prováveis para localização de possíveis evidências.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a profundidade máxima atingida pelos mergulhadores durante a operação foi de aproximadamente quatro metros. O ambiente apresentava ausência total de visibilidade subaquática, o que exige maior precisão nas técnicas de varredura utilizadas pelos militares.
No decorrer da operação, as equipes de mergulho avançaram gradualmente até a área central da lagoa, onde se encontraram após completar a varredura de todo o perímetro do espelho d’água.
Após a conclusão dos trabalhos no local indicado, os bombeiros informaram que não foram encontrados indícios ou corpos submersos na lagoa vistoriada.
A operação integrou ações conjuntas entre as forças de segurança pública que atuam na investigação de possíveis crimes na região de Campo Belo.




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