Uma segunda pesquisa divulgada nesta segunda-feira (09), desta vez o levantamento feito pelo Paraná Pesquisa, para o governo de Minas entregou um retrato que o bastidor conhece, mas nem sempre admite. Um nome aparece com vantagem larga, enquanto o resto do campo briga para virar alternativa real. O levantamento testou dois cenários e colocou o senador Cleitinho Azevedo na dianteira em ambos, sempre acima de 45%.
No primeiro cenário, com Rodrigo Pacheco, Cleitinho registrou 45,6%. Pacheco apareceu com 18,4%. Mateus Simões marcou 8,7% e Gabriel Azevedo ficou com 6,2%. Mesmo com a liderança evidente, a pesquisa mostrou um bloco que ainda distorce a conversa, 13% disseram que votariam em branco ou nulo e 8% ficaram em não sabe ou não opinou.
No segundo cenário, com Alexandre Kalil, Cleitinho manteve o patamar, 45,8%. Kalil ficou com 22,6%. Simões somou 8,4% e Gabriel Azevedo marcou 5,9%. Aqui, o bloco fora do voto direto encolheu um pouco, 10,9% em branco ou nulo e 6,4% em indecisos.
A leitura mais relevante não está apenas no primeiro colocado. Ela aparece no segundo lugar, que muda conforme o adversário entra. Pacheco vira o principal desafiante em um cenário. Kalil ocupa esse posto no outro. Isso mostra uma disputa pelo papel de “anti líder”, porque Minas ainda não consolidou um nome único para enfrentar o favorito. Esse vácuo alimenta articulações e discursos de bastidor, especialmente dentro do campo da direita e do centro.
Mateus Simões, apesar de ser vice governador, segue em faixa de um dígito nos dois cenários testados. Gabriel Azevedo também não rompe a barreira, e isso reforça o nó político do momento. Enquanto isso, os percentuais de branco, nulo e indecisos viram munição para quem precisa vender esperança. Só que eles não funcionam como “voto reservado” de nenhum grupo. Eles mudam com campanha, crise, alianças e tempo de TV.
O levantamento ouviu 1.350 eleitores em 52 municípios, com 95% de confiança e margem de erro de 2,7 pontos. Esses parâmetros colocam a pesquisa em um padrão de amostra estadual que permite comparação com outros estudos do mesmo porte. Ainda assim, a fotografia não fecha eleição. Ela apenas mostra o estágio atual. Liderança ampla de um lado. E, do outro, uma disputa aberta por protagonismo e por narrativa.
O cenário eleitoral em Minas tende a ficar mais duro quando palanques nacionais entrarem com força. Até lá, a pesquisa deixa um recado incômodo para quem tenta “empurrar” candidato pelo discurso. O eleitor já sinaliza quem tem tração e quem ainda precisa provar viabilidade.
Cenário 1
- Cleitinho – 45,6%
- Rodrigo Pacheco – 18,4%
- Mateus Simões – 8,7%
- Gabriel Azevedo – 6,2%
- Branco/nulo – 13%
- Não sabe/não opinou – 8%
Cenário 2
- Cleitinho – 45,8%
- Kalil – 22,6%
- Mateus Simões – 8,4%
- Gabriel Azevedo – 5,9%
- Branco/nulo – 10,9%
- Não sabe/não opinou – 6,4%
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