O que está acontecendo com parte da população brasileira? A pergunta volta a ecoar com força após os novos números do Datafolha sobre a sucessão presidencial de 2026. Os dados revelam escolhas que desafiam a lógica e evidenciam uma crise de discernimento dentro do próprio eleitorado de direita.
Segundo a pesquisa, Michelle Bolsonaro aparece como a favorita, com 22%. Tarcísio de Freitas vem logo atrás, com 20%. Já Flávio Bolsonaro, que se apresentou como “o escolhido do pai”, amarga apenas 8%. O contraste revela uma incoerência difícil de ignorar.
Michelle lidera sem experiência alguma
A ex-primeira-dama nunca administrou nada, muito menos estrutura pública. Não possui trajetória técnica. Mesmo assim, obtém 22% das preferências entre eleitores que se declaram de direita. O índice chama atenção justamente por não dialogar com capacidade administrativa ou histórico profissional. A escolha parece emocional, não racional. Possivelmente com peso de “extremamente evangélico”.
Tarcísio mantém 20%, mas também depende da imagem de bolsonaro
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas surge com 20%, dois pontos a menos que Michele, mas tecnicamente empatados. O número mostra competitividade, mas atrás da primeira dama. Tarcisio que é carioca só foi eleito por ter tido Bolsonaro como padrinho em um estado bolsonarista. Sem o padrinho político, dificilmente teria alcançado projeção. Seu desempenho administrativo é visto como apenas razoável, sem grandes feitos que justifiquem liderança nacional, e com muitas arranhaduras na segurança pública.
Flávio estaciona em 8% apesar da autopromoção
Enquanto o entorno bolsonarista tentava vender Flávio como sucessor natural, o Datafolha mostrou o oposto. Com apenas 8%, o senador demonstra baixa confiança popular. O índice é coerente com sua trajetória marcada por escândalos. As rachadinhas, a multiplicação de imóveis, as votações desastrosas e o episódio em que passou mal durante um debate tem um certo peso de fragilidade, onde os adversários afirmam que saiu literalmente todo borrado. O eleitor de direita não o rejeita por causa dos problemas; rejeita porque não o enxerga como líder. E isso se reflete na pesquisa.
Direita fragmentada e sem rumo
Os números confirmam um cenário de desorganização. Michelle, sem preparo, lidera. Tarcísio, dependente do apadrinhamento, aparece forte. Flávio, mesmo com apoio do pai, não convence. O Datafolha mostra um eleitorado disperso, movido por impulsos e narrativas, não por critérios objetivos.
Apoio de bolsonaro perdeu força
O levantamento demonstra que 50% dos brasileiros jamais votariam em alguém apoiado por Jair Bolsonaro. Apenas 26% fariam isso com certeza. O desgaste político atinge diretamente os nomes que disputam o espólio do ex-presidente.
Mesmo assim, a pesquisa espontânea ainda registra Bolsonaro com 7% das citações. O “recall” do bolsonarismo permanece, mas não se converte em preferência clara por seus herdeiros políticos.
Dados evidenciam a crise de bom senso
O quadro reforça a sensação de que parte do eleitorado não utiliza critérios técnicos ou lógicos ao escolher representantes. A preferência por Michelle e a rejeição relativa a Flávio revelam escolhas baseadas mais em carisma, mito ou vínculo emocional do que em qualificação. A pesquisa expõe ainda algo maior que números: mostra uma crise de racionalidade política. E confirma que, no Brasil, o bom senso eleitoral segue rarefeito.
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