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PF apreende dinheiro, armas, carros de luxo e joias em nova fase da Operação Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero e, logo nas primeiras diligências, recolheu grande quantidade de dinheiro em espécie, armas de fogo, carros de luxo, joias e relógios importados. Em seguida, a corporação divulgou imagens do material apreendido, o que evidenciou a dimensão da investigação.

Com isso, a nova etapa aprofundou as apurações sobre crimes financeiros, especialmente gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, todos relacionados ao Banco Master. Mais uma vez, a investigação manteve como principal alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição, que já enfrentou prisão durante a primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado.

PF amplia alcance e inclui familiares e empresários

Além de Daniel Vorcaro, a Polícia Federal expandiu o alcance das ações e passou a investigar familiares diretos do banqueiro. Dessa forma, os agentes cumpriram mandados contra o pai, a irmã, o cunhado e um primo, todos com vínculos sob análise com o Banco Master.

Durante as diligências, os policiais detiveram Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. No momento da abordagem, ele se preparava para embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Por isso, os investigadores passaram a avaliar indícios de possível tentativa de deslocamento patrimonial para o exterior.

Ao mesmo tempo, a investigação passou a mirar o empresário e investidor Nelson Tanure, conhecido no mercado financeiro por investir em empresas em dificuldades. Com isso, o inquérito ganhou ainda mais complexidade e amplitude.
Novos nomes e empresas entram no radar

Outro nome que voltou ao centro da investigação é o do empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Capital Holding. Em outubro de 2025, a Polícia Federal já havia investigado Mansur por suspeita de participação em um esquema que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de investigados ligados ao comércio de combustíveis. Agora, com o avanço das apurações, os investigadores retomaram a análise sobre sua atuação.

Além das pessoas físicas, a Polícia Federal direcionou buscas a empresas e instituições financeiras, incluindo:

  • Sefer Investimentos DTVM

  • Clínica Mais Médicos S.A.

  • Acura Gestora de Recursos LTDA

  • WNT Gestora de Recursos LTDA

Segundo a corporação, a análise detalhada das provas reunidas na primeira fase revelou novos indícios de irregularidades, o que, consequentemente, motivou a deflagração desta nova ofensiva.

Armas e patrimônio reforçam suspeitas

Durante a operação, os agentes localizaram e apreenderam um arsenal de armas de fogo em um endereço no estado de Minas Gerais. Dessa maneira, o material passou a integrar o conjunto de provas vinculadas aos alvos investigados.

Além disso, os policiais recolheram veículos de luxo, relógios de alto valor, joias e quantias expressivas em dinheiro vivo. Agora, os investigadores analisam cada item para identificar a origem dos recursos, mapear vínculos patrimoniais ocultos e estabelecer conexões diretas com os crimes apurados.

Mandados em cinco estados e bloqueio bilionário

Ao todo, a Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo, inclusive na região da Avenida Faria Lima, além de Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Além das buscas, a investigação avançou no campo judicial. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Justiça ordenou o bloqueio de bens e valores que somam R$ 5,7 bilhões. O ministro Dias Toffoli, relator do caso, assinou as decisões.

Defesa se manifesta

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que tomou conhecimento das medidas judiciais e destacou que o banqueiro colabora integralmente com as autoridades. Segundo os advogados, o investigado cumpre todas as determinações da Justiça, embora a defesa ainda aguarde acesso completo aos autos.

Enquanto isso, a Polícia Federal segue com as investigações. A expectativa é que a análise do material apreendido gere novos desdobramentos, o que pode ampliar ainda mais o alcance da Operação Compliance Zero.

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