A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) inaugurou as ações operacionais do mês dedicado às mulheres com um golpe contundente contra a criminalidade doméstica. Nesta quinta-feira (05), foi deflagrada a Operação Aurora, resultando no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Nova Lima e Rio Acima. De acordo com as informações da chefia do 3º Departamento, a ação integra a terceira fase da macro-operação “Amparo”, que visa desarticular o ciclo de violência familiar e colher provas técnicas para a responsabilização de agressores. Nesse sentido, as diligências focaram na coleta de dispositivos eletrônicos e armamentos que poderiam ser utilizados para coação das vítimas.
Dessa maneira, a mobilização policial concentrou forças em pontos estratégicos. Segundo o balanço da PCMG, seis mandados foram cumpridos em Nova Lima, um em Rio Acima e outro na região Noroeste da capital mineira. Vale ressaltar que os agentes arrecadaram aparelhos celulares dos investigados e armas de fogo, materiais que agora passam por perícia técnica para subsidiar os inquéritos em andamento nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam).
Integração de forças e o início da Operação Amparo 2026
Durante a execução dos trabalhos, a operação contou com o empenho de cerca de 30 policiais civis da Deam de Nova Lima, com o apoio operacional do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam). Além disso, a integração entre as unidades regionais foi fundamental para a simultaneidade das abordagens, garantindo que os alvos não destruíssem evidências. Consequentemente, a Operação Aurora marca o início do calendário de 2026 do projeto Amparo, que já se consolidou como uma ferramenta vital de monitoramento e repressão em todo o estado de Minas Gerais.
Histórico de proteção e ativismo
Embora a fase atual foque em buscas e apreensões, o projeto Amparo possui um histórico robusto de prisões e “visitas tranquilizadoras” às vítimas. Dessa forma, a Polícia Civil dá continuidade aos trabalhos iniciados em 2025, durante campanhas como o Agosto Lilás e os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. Afinal, o objetivo central da instituição é demonstrar que o Estado permanece vigilante, oferecendo amparo real a quem sofre abusos e punição rigorosa a quem os pratica.
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