
Uma bebê de pouco menos de dois meses foi socorrida em estado grave na manhã desta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após denúncia de abandono de incapaz e maus-tratos. Durante o atendimento, uma policial militar que integra o Polícia Militar de Minas Gerais amamentou a criança com autorização médica, diante de um quadro agudo de fome.
A ocorrência foi registrada após a bebê dar entrada na Unidade Básica de Saúde do bairro Petrolina. Segundo a avaliação médica inicial, a criança apresentava sinais de desidratação, lesões na região genital, indícios de insolação, suspeita de infecção urinária e estado avançado de fome.
A equipe policial do 48º Batalhão foi acionada para registrar a ocorrência e iniciar as diligências. A guarnição era composta pela soldado Dieny Helem da Silva Valério, lotada na 214ª Companhia de Polícia Militar, que se encontrava em período de amamentação.
Conforme relato de testemunha à polícia, o caso teve início quando um casal iniciou uma discussão em via pública. Durante o desentendimento, a mulher teria arremessado a criança em uma área de mata próxima.
Ainda segundo o relato, após a primeira tentativa de abandono, a mãe teria resgatado a bebê e tentado jogá-la em um bueiro de escoamento da rede pluvial. A tentativa não teria sido concluída devido à passagem estreita do local.
A testemunha então interveio, resgatou a criança e a levou imediatamente à unidade de saúde mais próxima para atendimento emergencial.
No momento em que a bebê era avaliada pelos profissionais de saúde, constatou-se a necessidade urgente de alimentação. Como a unidade não dispunha de fórmula infantil naquele momento, a soldado Dieny se voluntariou para realizar o aleitamento.
Após autorização expressa da equipe médica responsável, a policial amamentou a criança, contribuindo para estabilizar o quadro clínico até que medidas complementares fossem adotadas.
A atuação da policial ocorreu dentro dos protocolos médicos e com acompanhamento da equipe de saúde da unidade.
Paralelamente ao atendimento da bebê, os militares iniciaram rastreamento para localizar os responsáveis.
A mãe da criança, de 22 anos, foi encontrada e relatou aos policiais que teria saído de casa para encontrar o pai da bebê em busca de alimentos e ajuda para suprir necessidades básicas.
O pai da criança, também de 22 anos, alegou não possuir emprego fixo e afirmou não ter condições financeiras de sustentar a filha.
Diante dos indícios e das circunstâncias apuradas, ambos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Ibirité para as providências legais cabíveis.
A ocorrência foi registrada como abandono de incapaz e maus-tratos, conforme tipificação prevista na legislação penal.
O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou o caso desde os primeiros momentos. Uma custodiante foi designada para garantir a proteção imediata da bebê.
A criança permaneceu sob cuidados médicos para realização de exames e monitoramento do estado clínico.
As autoridades informaram que o caso seguirá sob investigação da Polícia Civil, que irá apurar todas as circunstâncias e responsabilidades relacionadas ao abandono.
A Polícia Militar informou que a atuação da guarnição ocorreu dentro das atribuições legais e em cooperação com os profissionais de saúde e órgãos de proteção à criança.
O caso gerou mobilização de diferentes instituições envolvidas na rede de proteção à infância na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A identidade da criança foi preservada conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.
As investigações continuam e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades competentes à medida que o inquérito avançar.
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