O Pré-Carnaval do Divino 2026, em Divinópolis, passou a adotar uma lógica mais comercial, com a Prefeitura intensificando a venda de espaços, contrapartidas e patrocínios. A festa agora envolve lances, cotas e credenciamentos, e a ampliação da monetização do evento é vista como marca da atual gestão, especialmente após a nomeação do secretário de Cultura Balão.
Críticos apontam que o evento se transformou em vitrine de comercialização, indo além da folia para se tornar política pública. Nesta quarta-feira (28), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo divulgou o resultado do Chamamento Público nº 006/2026, abrindo vagas para barracas de alimentação no pré-carnaval. A abertura de envelopes ocorreu na sede da Secretaria e nove credenciamentos foram homologados para fornecimento exclusivo de gêneros alimentícios.
Entre os permissionários credenciados, os maiores lances foram de R$ 2.500,00 e R$ 2.400,00, seguidos por empates em R$ 1.500,00. Sorteio será realizado para definir a ordem de escolha entre os empatados, e a seleção dos pontos seguirá a classificação. Os credenciados têm até quinta-feira (29) para desistir; caso contrário, o lance se torna cobrança.
O resultado foi publicado no Diário Oficial dos Municípios Mineiros, edição 4202. Dúvidas podem ser esclarecidas na SEMDE, na Avenida Paraná, 2601, sala 512.
Além das barracas, a Prefeitura abriu chamamentos para patrocínio e direito de nome, com cotas que ultrapassam R$ 100 mil. Isso elevou o volume arrecadado, mas também aumentou a cobrança popular por transparência. Parte dos chamamentos não detalha o destino final do dinheiro, alimentando desconfiança.
Legalmente, a Prefeitura pode captar patrocínio e conceder uso de espaço, desde que formalize o processo e registre a receita e despesa conforme as regras orçamentárias. O debate central é garantir que o cidadão consiga rastrear, com clareza, quanto foi arrecadado, onde foi empenhado e o que foi pago, sem áreas de sombra.
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