O pré-carnaval de Divinópolis, realizado no último sábado (07), terminou com questionamentos sobre o encerramento da festa na Avenida Paraná. Relatos descrevem uso de spray de pimenta durante a desobstrução da via feita pela Policia Militar – As queixas são de foliões e comerciantes que atuaram em barracas. Muitos afirmam que pagaram taxas e receberam autorização municipal para trabalhar no local, e ao final da festa de forma brusca foram impedidos pela PM.
Áudio de cidadão relata caos pós término do pre-carnaval (1)
Áudio de cidadão relata caos pós término do pre-carnaval (1)
Uma comerciante relatou que chegou cedo com a filha e voltou à tarde para ajudar a cunhada em um churrasquinho. Afirmou que a abordagem surpreendeu quem só tentava fechar o caixa – Segundo o depoimento, policiais teriam chegado “jogando spray de pimenta”, sem aviso prévio. A mesma pessoa negou desacato e disse que fechou as portas assim que recebeu a ordem.
No trecho mais forte, a trabalhadora descreveu o impacto físico. “Passei muito mal, desmaiei várias vezes e não recebi nenhum tipo de assistência.”
A narrativa também apontou ausência de socorro imediato. “Não houve sequer apoio para acionar o SAMU.” Em seguida, veio a indignação com o tratamento dado a quem trabalhava.
Outro comerciante afirmou que pagou ao município para atuar na área e que a ação ocorreu por volta de 22h30. No relato, o spray veio “sem motivo nenhum”, e faltou orientação anterior.
Um terceiro comentário reforçou a comparação com o ano passado. O texto diz que antes houve dispersão “com educação”, enquanto neste ano o spray atingiu grande trecho da avenida – Esse mesmo relato citou presença de crianças perto das barracas. A preocupação apontou risco de mal-estar e pânico em um ambiente já esvaziando.
As críticas também alcançaram a Prefeitura, que realizou o evento. Moradores questionaram se o Executivo sabia da operação e por que a festa terminou com spray e cassetete – Parte do público, por outro lado, defendeu a ação policial. Esses comentários sustentam que a via precisava liberar fluxo e que a PM cumpriu protocolo de segurança.
O episódio abriu um ponto central no debate. A Prefeitura responde pelo antes, durante e depois do evento, já que interditou vias, autorizou barracas e organizou a estrutura – Esse dever envolve logística, orientação de horários, comunicação com comerciantes e coordenação com forças de segurança. Portanto, cobranças sobre o desfecho também recaem sobre a organização municipal.
Além disso, a gestão precisa explicar como planejou a dispersão e quais procedimentos orientaram a desobstrução. Esse esclarecimento ajuda a separar ordem pública de excesso.
Ainda na parte da manhã deste domingo (08), a editor e diretor do Divinews, Geraldo Passos, solicitou posicionamento oficial da Polícia Militar sobre os fatos, principalmente o uso de spray de pimenta. Porém, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
O espaço permanece aberto para manifestação da Polícia Militar, da Prefeitura e de comerciantes citados. Havendo nota oficial, o conteúdo será atualizado.
O post Pré-carnaval de Divinópolis: relatos citam spray de pimenta usado pela PM e cobrança recai sobre a Prefeitura apareceu primeiro em DiviNews.