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Segundo vazamento da Vale atinge Rio Maranhão em menos de 24h e acende alerta ambiental

A cidade de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, vive mais um momento de tensão ambiental nesta segunda-feira (26), após a confirmação do segundo vazamento de lama da mineradora Vale em menos de 24 horas. O primeiro extravasamento havia ocorrido na mina de Fábrica, envolvendo o escoamento de cerca de 220 mil m³ de rejeitos, enquanto o segundo incidente foi registrado na mina Viga, atingindo diretamente o Rio Maranhão, principal curso d’água do município, que deságua no Rio Paraopeba.

Segundo informações da Defesa Civil Municipal, a lama, composta por água e rejeitos minerais, já se encontra no rio, aumentando a preocupação sobre os impactos ambientais, a qualidade da água e a segurança das comunidades ribeirinhas. A Prefeitura de Congonhas notificou oficialmente a mineradora e acionou órgãos ambientais para monitoramento constante da situação.

Histórico recente e acompanhamento do PREZIO

O órgão municipal de fiscalização ambiental, o PREZIO, acompanha de perto os desdobramentos, reforçando que a população deve evitar contato com o rio e que todas as medidas de prevenção estão sendo tomadas para reduzir riscos à fauna, flora e abastecimento de água. Segundo técnicos do PREZIO, incidentes consecutivos como este elevam a preocupação sobre a segurança das operações de mineração, especialmente em áreas já sensibilizadas por rejeitos anteriores.

Especialistas lembram que o município não está sozinho nesse tipo de alerta, uma vez que tragédias como o rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019, ainda reverberam na memória coletiva e servem de alerta para os riscos associados à mineração em Minas Gerais. Em Brumadinho, o rompimento de barragens da Vale causou mais de 270 mortes, destruição de ecossistemas e impactos socioeconômicos severos, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa e respostas rápidas às emergências.

Segundo vazamento em menos de 24 horas

O segundo extravasamento, registrado na mina Viga, ocorre menos de um dia após o primeiro incidente e evidencia a fragilidade operacional e os riscos de novas contaminações. Além do risco à biodiversidade e aos cursos d’água, o episódio traz impactos para o abastecimento público, já que o Rio Maranhão é a principal fonte de água da cidade e deságua em uma bacia crítica, a do Paraopeba.

Medidas emergenciais e recomendações

As autoridades municipais reforçam que estão monitorando constantemente a propagação da lama, em conjunto com técnicos ambientais do PREZIO e órgãos estaduais. A população é orientada a não utilizar água do rio para consumo, lazer ou pesca, e a reportar qualquer mudança visual ou odor no curso d’água.

Enquanto isso, especialistas e ambientalistas cobram ações mais firmes da Vale, incluindo interrupção das atividades de risco, inspeção completa das barragens e rejeitos remanescentes, e transparência sobre medidas preventivas, para evitar que incidentes consecutivos transformem a cidade em um novo epicentro de desastre ambiental.

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