O deputado estadual Eduardo Azevedo confirmou ao Divinews, nesta terça-feira (10), o teor integral da entrevista publicada pelo EM, e encaminhou ao portal o vídeo e o link com o conteúdo. Na prática, Eduardo reafirmou a linha que vem defendendo nos bastidores e agora expôs de forma pública: ele considera mais prudente que o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, seu irmão, e também do senador Cleitinho, dispute uma vaga na Câmara dos Deputados, e não uma cadeira no Senado, na próxima eleição.
Eduardo construiu o argumento em cima de um ponto que, para ele, muda completamente o jogo. A eleição para senador é majoritária, exige articulação ampla e depende de arranjos que ultrapassam a força local. Na entrevista, ele reconheceu competência e dedicação do irmão, mas insistiu que o momento pede “passo seguro”. Ele resumiu assim: “Eu acho mais prudente, neste momento, que o Gleidson dispute a Câmara dos Deputados.”.
O deputado ainda reforçou que não duvida da capacidade do prefeito para um voo maior. Porém, ele aponta o Senado como uma disputa mais dura, com composição mais complexa e com peso estratégico na montagem de chapas. A lógica dele é simples: em eleição majoritária, não basta vontade. O candidato precisa de alianças largas, amarrações regionais e alinhamento de projeto, porque a vaga vira peça central na formação do tabuleiro estadual.
Na conversa, Eduardo também descreveu o perfil do irmão como mais adequado ao embate direto e à atuação “combativa” na Câmara, um terreno em que, segundo ele, Gleidson teria mais aderência política agora. Essa avaliação tenta colocar a candidatura federal como etapa natural, sem queimar pontes com a ambição futura. Ele reforça a ideia de escada política: primeiro Câmara, depois, em outro momento, Senado.
O entrevistador também puxou uma questão que aparece como subtexto do debate mineiro. Se o senador Cleitinho vencer para governador, a cadeira no Senado abre. E, numa hipótese dessas, muita gente passa a olhar para a vaga como prêmio e como poder. Eduardo tratou isso como possibilidade, mas insistiu em cautela. Ele defendeu “um passo de cada vez” e voltou a dizer que a opção mais segura, no cenário atual, passa pela Câmara.
Por trás dessa fala, existe uma mensagem política mais ampla. A direita mineira vive disputa de comando e disputa de palanque. A vaga ao Senado, por ser majoritária e simbólica, costuma funcionar como peça de negociação com aliados, e não como simples extensão de uma base municipal. Eduardo deixa isso claro quando afirma que a cadeira “faz diferença” na formação do jogo do Executivo, porque ela amarra alianças e cria convergência de grupos.
Ao confirmar o conteúdo ao Divinews, Eduardo também tenta controlar ruídos. Ele sinaliza que não falou “de impulso” nem deixou margem para interpretação: ele sustenta a tese com convicção. E, ao fazer isso em um momento em que o nome Azevedo aparece com força em discussões de 2026, ele também envia recado para o próprio campo político: existe cálculo e existe estratégia, não apenas desejo.
A entrevista, portanto, virou mais do que opinião sobre um parente. Virou indicação explícita de rota. Eduardo põe a Câmara como caminho “prudente” e o Senado como degrau que exige muito mais do que popularidade local. Ele reconhece o potencial do irmão, mas aponta o mapa real do poder: eleição majoritária cobra coalizão, e coalizão não nasce de improviso.
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