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Senadora Soraya Thronicke detona bolsonarismo, “Kamikazes”, “seita” e idolatria mesmo com presos do 8/1

Um vídeo com falas da senadora Soraya Thronicke (Podemos MS) ganhou força nas redes e virou uma pedrada direta no núcleo do bolsonarismo. Em tom de ruptura definitiva, ela rejeitou qualquer apoio a candidatos “indicados” por Jair Bolsonaro e disse que o movimento funciona como uma “seita”, onde seguidores obedecem sem questionar, segundo o próprio discurso gravado.

No trecho que abriu a discussão, Soraya foi perguntada se apoiaria alguém ligado a Bolsonaro. A resposta veio seca, repetida e sem margem para interpretação. “Não, jamais, jamais”, disse, antes de emendar que não apoia “ninguém que seja candidato da seita”, linguagem que ela usou para classificar o bolsonarismo. Na mesma sequência, ela afirmou que não considera Bolsonaro “de direita, nem de extrema”, demarcando distância ideológica e, ao mesmo tempo, política.

A fala subiu de nível quando a senadora trouxe uma acusação que costuma incendiar as redes. “Eu fui vítima do gabinete do ódio”, afirmou, relacionando ataques que diz ter sofrido ao ambiente bolsonarista. Logo depois, ela ampliou o argumento e chamou integrantes do grupo de “kamikazes”, insistindo que esse tipo de militância opera para destruir reputações e silenciar divergências, no entendimento dela.

Foi aí que Soraya cravou a frase mais pesada do vídeo. “Na seita você tem que seguir o líder e não pensar. Numa seita você não pode dar opinião”, disse, descrevendo um mecanismo de obediência que, para ela, substitui política por devoção. Na prática, a senadora tenta carimbar o bolsonarismo como culto, não como corrente política, e joga no colo do adversário uma imagem que dói, idolatria e submissão.

O encerramento do trecho citado no material anexado liga essa lógica à consequência mais dramática, segundo o próprio discurso. Soraya menciona o 8 de janeiro e aponta que, mesmo com “todo mundo preso”, ela ainda vê parte do grupo “continuar idolatrando”. Ao usar esse argumento, a senadora tenta reforçar a tese de que o movimento não aprende com o custo político e humano do radicalismo, e prefere manter a adoração ao líder acima de qualquer revisão de rota.

O efeito do vídeo é previsível e imediato. De um lado, quem já critica Bolsonaro usa a fala como prova de fanatismo. Do outro, apoiadores tendem a tratar Soraya como traidora, porque o bolsonarismo cobra lealdade total, principalmente de quem já esteve por perto, e a senadora escolheu a rota oposta, confrontar e expor. É esse tipo de choque que alimenta a polarização, porque empurra a política para o campo emocional, onde a discussão deixa de ser programa de governo e vira fé contra fé.

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