A Receita Estadual de Minas Gerais deflagrou nesta segunda-feira (24), uma das operações mais expressivas do ano no combate à rede de falsificação de produtos no estado. A ação, batizada de Operação Cartonagem Pirata, fechou uma gráfica clandestina instalada em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, responsável por fabricar embalagens usadas para dar aparência legítima a produtos falsificados.
Os auditores chegaram ao galpão e encontraram uma estrutura industrial completa, voltada exclusivamente à produção de caixas de sapatos com marcas internacionais piratas, como aquelas utilizadas na revenda ilegal de tênis e outros calçados. A estrutura indicava alta capacidade de produção, o que reforça a suspeita de que o local funcionava de forma contínua e abastecia diversas cidades.
A operação apreendeu aproximadamente 500 mil embalagens prontas, todas com reprodução ilegal de logomarcas estrangeiras de grande expressão comercial. Segundo os auditores, cada caixa era vendida por cerca de R$ 1,20, valor suficiente para movimentar cifras consideráveis dentro do mercado clandestino de falsificações.
As caixas funcionavam como elemento essencial da cadeia criminosa, pois conferiam falsa credibilidade aos produtos adulterados, aumentando o lucro das organizações envolvidas. O material seria distribuído a comerciantes e falsificadores, facilitando o escoamento de mercadorias ilegais como se fossem originais.
A ação em Divinópolis também expôs a presença de um esquema articulado. A produção industrial, somada à variedade de marcas impressas, aponta para atuação que extrapola fronteiras regionais. A gráfica clandestina abasteceria diferentes núcleos de falsificação, fortalecendo um mercado paralelo que prejudica consumidores, empresas e a economia formal.
Auditores ainda analisam documentos, notas, equipamentos e matérias-primas apreendidos. O volume encontrado reforça a suspeita de que o galpão funcionava como um grande centro de distribuição de embalagens ilegais no Centro-Oeste mineiro.
No desdobramento da Operação Cartonagem Pirata, A Receita vai investigar o destino das caixas, possíveis conexões interestaduais e a identificação dos responsáveis pelo esquema, que transformou Divinópolis em ponto estratégico para o mercado clandestino de produtos falsificados.
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