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Vereador de Divinópolis diz que é preciso mobilização popular para impedir votação da privatização da Copasa em 2º turno

O vereador da Câmara de Divinópolis,  Josafá Anderson, ao Divinews  conclamou de forma  contundente sobre o que chama de um “grave ataque à Constituição do Estado de Minas Gerais”, a privatização da Copasa. E que protocolou denúncia na Procuradoria-Geral de Justiça contra o procedimento a tramitação do projeto na ALMG, que retirou do texto constitucional o mecanismo do referendo popular  ferramenta que garante ao povo o direito de opinar sobre privatizações – O parlamentar disse também que para impedir a aprovação em  2º turno, somente uma grande mobilização popular. 

Segundo Josafá, o governo estadual conduz um processo que atropela garantias democráticas e impõe decisões que afetarão diretamente a vida da população. Ele destacou que a retirada do referendo inviabiliza qualquer consulta pública sobre temas estratégicos, como a alienação de estatais fundamentais para o abastecimento e a infraestrutura de Minas. Dessa forma, o Estado reduz o espaço de participação social justamente em um momento que exige mais diálogo.

Denúncia no Ministério Público e críticas ao sucateamento das estatais

O vereador explicou que esteve no Ministério Público nos dias 4 e 25 de novembro para formalizar a denúncia e entregar documentos que, segundo ele, comprovam abuso de autoridade no processo conduzido pela Assembleia. Além disso, Josafá relatou que o Estado deteriorou deliberadamente serviços essenciais, como o da Copasa, para justificar uma futura privatização.

O parlamentar lamentou que o sucateamento da companhia criou desgaste extremo na percepção popular, o que facilitará a entrega da estatal ao setor privado. Para ele, o mesmo roteiro já aparece no horizonte da Cemig e também da Gasmig, que recebe investimentos milionários vindos do dinheiro público, mas segue, segundo o parlamentar, para o mesmo destino. Assim, o ciclo de deterioração se repete de forma planejada.

“Nunca vemos a cor do dinheiro”, diz vereador

Durante a entrevista, Josafá criticou o histórico de privatizações em Minas Gerais. Ele afirmou que o Estado vende patrimônio a preço de banana e não apresenta qualquer transparência sobre o destino dos recursos arrecadados. O vereador citou privatizações antigas, como a da antiga FCA, e questionou onde foram parar os valores recebidos à época.

Ele ressaltou que a população nunca percebe melhorias após essas vendas e, em muitos casos, enfrenta até serviços piores. Para Josafá, a retirada do referendo fecha completamente o diálogo com a sociedade e entrega ao governo poder absoluto sobre decisões que deveriam passar pela consulta popular. Por isso, ele considera o momento extremamente grave.

Comparações com Rio e São Paulo reforçam alerta

Durante a entrevista, o parlamentar também concordou com a lembrança de que o Rio de Janeiro viveu um agravamento dos problemas de saneamento após a privatização da Cedae. Ele aquiesceu com o exemplo e acrescentou que São Paulo com a Sabesp enfrenta situação semelhante. Assim, segundo o vereador, o padrão se repete: empresas privadas priorizam lucro e deixam de lado o atendimento às comunidades que não oferecem retorno financeiro imediato.

Josafá alertou que, caso o mesmo processo avance em Minas Gerais, os mais pobres sofrerão primeiro e com mais intensidade. Ele mencionou tarifas mais altas, falta d’água frequente, esgoto maltratado e ausência de investimento em regiões vulneráveis como consequências diretas desse modelo.

“Os municípios precisam levantar a voz antes que o caos se instale”

O vereador reforçou que Divinópolis já sente os efeitos do modelo imposto pelo governo, dizendo que os problemas enfrentados no saneamento e na relação com a Copasa representam uma prévia do que Minas Gerais enfrentará após a privatização completa.

Disse ainda que, câmaras municipais e lideranças regionais precisam reagir de forma articulada e urgente. Somente uma mobilização ampla impedirá que o caos se espalhe por todo o Estado. Além disso, destacou que a resistência deve ocorrer agora, enquanto ainda há espaço para intervenção política.

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