O governador Romeu Zema concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (17), em Divinópolis, durante a solenidade que marcou o início oficial das obras do gasoduto da Gasmig. Cercado por jornalistas, Zema falou sobre energia, desenvolvimento, Hospital Regional, eleições de 2026 e até sobre a corrida presidencial. A entrevista foi marcada por falas diretas, críticas e forte tom político.
Zema abriu a conversa destacando o impacto do gasoduto na região Centro-Oeste. Ele afirmou que a obra, avaliada em 800 milhões de reais, amplia competitividade industrial e leva energia limpa e barata para empresas e residências. Segundo o governador, “é um prazer muito grande estar fazendo essa entrega para toda a região, um investimento que agora chega a Divinópolis depois de atravessar sete municípios.”
Ele afirmou que o gasoduto melhora a capacidade energética da região e complementa uma série de entregas recentes, como as novas subestações de energia da Cemig em Divinópolis, Carmo do Cajuru e Garatinga. Para Zema, “energia é o que não vai faltar.”
A entrevista ganhou tom mais político quando Zema abordou o Hospital Regional. Ele fez questão de reforçar que a obra ficou parada durante o governo petista, citando nominalmente a interrupção dos repasses. O governador declarou: “Esse hospital ficou anos com a obra paralisada devido ao Governo do PT não ter dado continuidade.”
Zema disse que seu governo concluiu a obra e repassou 85 milhões de reais para a Universidade Federal de São João del-Rei adquirir equipamentos. Ele afirmou que a unidade está pronta e que agora a responsabilidade é do governo federal: “A agilidade agora depende deles. Da nossa parte, fizemos tudo o que era necessário.”
Ao ser questionado sobre mérito político pelas entregas, Zema evitou vincular seu nome à obra, mas criticou quem tenta capitalizar sem ter contribuído. Segundo ele, “eu gosto mais de fazer entregas do que discutir mérito. O importante é que o mineiro fique bem atendido, com energia e saúde.”
Em seguida, Zema foi provocado sobre a sucessão estadual e declarou apoio completo ao vice-governador Mateus Simões. Ele chamou Simões de “braço direito” e destacou sua experiência na máquina pública. Nas palavras do governador, “nada mais natural do que esse trabalho ter continuidade. Espero que ele conclua uma aliança com pessoas que possam contribuir para a reeleição dele.”
O clima político subiu ainda mais quando o governador respondeu sobre articulações nacionais. Zema afirmou que já é pré-candidato à Presidência da República e que seguirá na disputa até o fim. Ele disse que tem boa relação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas que cada um seguirá sua própria trajetória. Conforme Zema, “eu já me lancei pré-candidato, irei até o final da pré-campanha e da campanha como candidato.”
Sobre a possibilidade de dividir chapa com Tarcísio, Zema foi diplomático, mas não deixou de reforçar sua confiança no colega paulista. Ele afirmou que ambos “colocam o Brasil em boas mãos”, caso qualquer um vença a disputa presidencial. Para o governador, “o Brasil estará em boas mãos, tanto se ele for eleito como se eu for eleito.”
Zema encerrou a entrevista dizendo que continuará a visitar Divinópolis para acompanhar as obras e que pretende inaugurar oficialmente o prédio do Hospital Regional tão logo a instituição federal finalize a aquisição dos equipamentos. Ele afirmou que o hospital está pronto para servir como unidade escola e como reforço para o atendimento do SUS na região.
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